quarta-feira, 4 de setembro de 2013


ERA DOS DESENCONTROS (NAUFRÁGIO)

Mas que Era mais estranha
Onde se perde mais
Do que se ganha
O mundo gira
E nós ficamos tontos
Nessa Era de vazios
E desencontros
E no transe desta terra
Que nunca desperta
Por mais que se conecta
Menos a gente acerta
E nunca detecta
Que no grande varejão de informações
Sobram arquivos
E faltam corações
Tudo aqui anda muito rápido
E distante
E tudo é muito frio
E vacilante
Tudo se perde em apenas
Um instante
Somos derivados à deriva
Navegando neste rio
Compulsivo e ágil
Onde tudo termina
Nesta sina
De naufrágio.


Tubarão.

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